quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Muitas novidades!!

No dia 3 de fevereiro fomos para Indiana University localizada em Bloomington foi, até agora, a maior faculdade em que estivemos. Eram 55 alunos de percussão, número realmente alto para este curso. Em contrapartida eram quatro excelentes professores: Kevin Bobo, John Tafoya, Steve Houghton e Michael Spiro.

O masterclass começou por volta das 16:00 e foi uns dos mais animados. Após a demonstração passamos cerca de 20 minutos respondendo as mais diversas questões sobre nossa cultura, a estrutura de nossa universidade e também sobre a viagem.
Logo após voltamos ao hotel, descansamos um pouco e retornarmos à faculdade para assistir a um concerto de música de câmara dos alunos. Tocaram Petit Suite de Claude Debussy, Veràkte Nacht de Arnold Schoenberg e a Sinfonia 31 de Mozart. Foi um bom concerto.

No dia seguinte, 4 de fevereiro, o grupo seguiu para a cidade de Indiana e visitamos o museu da PAS (Percussive Arts Society). Fomos muito bem recebidos por Patrice Bey, promotora de eventos, ela também foi nossa guia durante a visita.
O museu possui um acervo gigantesco de instrumentos históricos e informações culturais. De início vimos alguns instrumentos antigos e um bumbo gigante, ele tinha cerca de 2,5 metros de diâmetro e um som ensurdecedor para quem o tocava. Na sequência vimos diversos instrumentos africanos junto com textos sobre a cultura que eles se encaixavam. No mesmo hall havia uma parede de vidro, atrás da qual existiam incontáveis modelos de caixas, pedais, estantes das mais variadas funcionalidades, tudo muito antigo assim como alguns instrumentos muito diferentes.
Mais a frente, encontramos um par de tímpanos barrocos, as baterias de Gene Kruppa e Buddy Rich. Seguindo pelas seções do museu, vimos dados históricos sobre gravações de trilhas cinematográficas, instrumentos brasileiros e videos do nosso carnaval juntamente com as explicações sobre o que cada instrumento faz no samba. Seguindo pela área de instrumentos populares, encontramos djembes, ocean drums, derbaks e vários tipos de shakers. Pudemos experimentar esses instrumentos e outros que estavam dentro de uma sala que possuia um avançado dispositivo que mudava a reverberacao ambiente e também fazia gravações.
Vimos instrumentos desenvolvidos por Clair Omar Musser por volta dos anos 40 e percebemos que ele já era um grande inovador, pois muito de sua técnologia é usada até hoje nos instrumentos das mais variadas marcas. Essa experiência foi única para todos, passar a manhã dentro deste paraíso foi diferentemente especial para cada um do grupo.

Voltamos para o hotel, descansamos um pouco e nos prepararmos para o concerto. Seguimos para a faculdade e fomos junto com John Tafoya e Steve Houghton para uma pizzaria perto dali. Passamos um tempo lá coletando informações sobre como funciona o curso, sobre as bolsas de estudo e as experiências dos professores. De volta à faculdade fomos direto carregar o instrumental para a sala de concerto. O trabalho teve que ser feito minuciosamente, pois o tempo era curto. O teatro foi liberado para o Piap às 19:00 e a sala seria aberta ao público 19:30.
Fizemos rápidamente a montagem, marcação de palco e a checagem final. Tudo o mais depressa possível para respeitarmos o horário da faculdade. O concerto foi cheio de muita concentração e uma energia extra, pois não passamos o som.

Mais um concerto foi realizado com sucesso, os professores e também os alunos ficaram muito empolgados com a performance e elogiaram bastante. Após recolocar os instrumentos na van fomos descansar, pois a viagem no dia seguinte seria muito cansativa.
05 de fevereiro - Acordamos bem cedo e nos preparamos para a tal viagem que nos levaria de volta de Bloomington para Buffalo. Esta viagem estava programada para durar cerca de 11 horas (sem contar a parada para almoço). Após a manhã toda na estrada chegamos a Oberlin para almoçar com uma figura já conhecida de todos nós. Fomos recebidos com um "Oi Galera" por Michael Rosen, que por muitas vezes deu aulas no Femusc, Festival de Música de Santa Catarina. Nosso almoço foi bem divertido, Michael Rosen sempre muito simpático e engraçado relembrou alguns episódios dos festivais passados.
Em seguida, fomos levados para o conservatório musical de Oberlin e o Mr. Rosen nos mostrou as dependências e uma sala muito especial, que não era muito grande, mas era realmente histórica. As paredes eram cheias de fotos que Michael tirou com os mais variados nomes do mundo musical, como: Keiko Abe, Peter Erskine, Vic Firth, Alan Abel, Frank Epstein, Luciano Berio e muitos outros, além de uma foto para cada novo ano do conservatório. Depois da calorosa despedida seguimos para mais uma jornada dentro da van.

Finalmente chegamos a Buffalo! Cansados, mas muito felizes e, porque não dizer, aliviados. Mais do isso, estavamos com fome!!
Fomos jantar com outro importante nome do mundo percussivo: Jan Willians. John ficou extremamente emocionado neste evento, Jan Willians foi um de seus mais importantes e influentes professores e trabalhou com Elliott Carter, John Cage e muitos outros grandes nomes da música comtemporânea.
Após o jantar, ele muito atenciosamente respondeu diversas perguntas sobre suas fantásticas experiências musicais e muitas delas incluiam nosso querido John Boudler - que fez parte de um excelente trabalho de reviver as Construções de Cage, na decada de 70.

Nos despedimos e fomos para o hotel. Esse dia com certeza foi especial de maneiras diferentes para cada um de nós, depois de tantas emoções finalmente fomos dormir.

06 de Fevereiro - Esse foi um dia muito importante para os integrantes do grupo e principalmente para o John. Buffalo eh a casa de John, onde ele começou a fazer musica e Jan Willians foi seu professor e eh uma das principais referencias de sua vida.
O concerto foi especial e muito emocionante. John foi enfatico quanto a importancia de Jan em sua vida e na historia da percussao. Jan ficou muito tocado com o concerto e elogiou muito o grupo.

Depois fomos para uma confraternizaçao em uma pizzaria. Tres alunos de percussao foram la e alem deles, o professor de percussao, a professora de canto, o de piano e a de dança. As trocas foram muito ricas e divertidas. Paula, professora de canto, nos disse que nao sabia qual era a sua musica preferida: conforme passavam as musicas, ela achava uma melhor que a outra! Uma noite muito especial.

07,fev - No domingo, nosso terceiro e ultimo dia livre na turne, aproveitamos para arrumar as bagagens.
O transporte dos instrumentos no aviao e na van se da de maneira diferente. Para a viagem de SP - NY compactamos ao maximo o instrumental para que tudo estivesse muito bem protegido e embalado, a fim de evitar danos. Chegando nos Estados Unidos rearrumamos todos os cases para deixar o processo de montagem do concerto o mais rapido possivel. Entretanto, para que os instrumentos ficassem arrumados na ordem em que sao utilizados era necessario utilizar mais cases do que no aviao. Assim funcionou por quatro semanas... No inicio da quinta semana precisavamos organizar tudo como era anteriormente e ja deixar as malas quase prontas para o embarque no proximo domingo. Isso ocupou boas horas do nosso dia e depois tinhamos apenas o SuperBowl para acompanhar.
Do que se trata? Era a final dos dois campeonatos de futebol americano mais importantes dos EUA. Foi absurdamente divertido! Muitos de nos se reuniram em volta de uma TV enorme no quarto do John, comendo batatas, nachos, e outros salgadinhos picantes comuns por aqui. A gritaria era grande e, ainda que nem todos entendessem todas as regras do jogo, foram muitas risadas e torcida ferrenha (cada um decidiu na hora para qual time queria torcer!!). Foi uma imersao cultural importante, parecia a final do Brasileirao ou ainda a Copa do Brasil. Por ser um momento de muita audiencia pudemos presenciar tambem muitas propagandas de alta qualidade, criativas e tocantes.

08,fev - Acordamos muito cedo esse dia para viajar para a cidade de Canandaigua, NY. La se encontra a sede da fabrica de instrumentos Fall Creek Marimbas. Fomos recebidos pelo dono da fabrica, Bill Youhass, que - alem de percussionista - eh afinador de teclas, restaurador e construtor de instrumentos.
Depois de nos deixar livres em sua fabrica para experimentar seus instrumentos, Bill nos mostrou os instrumentos que estava restaurando. A maioria eram da marca Deagan e um xilofone Leedy, ambas marcas historicas. Os dois xilofones, o vibrafone e a marimba eram da decada de 40 e 50 e eram historicos.

Impressionante notar a qualidade deles ja naquela epoca, ao passo que algumas marcas e instrumentos de hoje em dia sao de qualidade bem pior.
Logo depois, Bill nos mostrou o complexo processo de transformar um taco de Rosewood (um tipo de madeira) em uma tecla de marimba e todo o processo de afinaçao. Eh algo impressionantemente trabalhoso e cheio de detalhes, que soh o tempo e muitas tentativas ensinam o afinador.

Bill foi muito receptivo na fabrica e no final do nosso passeio perguntamos sobre o melhor lugar para almocar - em alguns lugares, de segunda-feira os restaurantes fecham - e ele se prontificou a ir conosco! Foi um momento otimo, com comida familiar e um bom atendimento.

Depois dessa visita fantastica e enriquecedora voltamos para a van e seguimos viagem. Algum tempo depois tivemos uma surpresa. Todos estavam dormindo quando John gritou que acordassemos para ver a paisagem: Uma queda d`agua enorme e congelada, em meio a uma floresta cheia de neve e o sol se pondo exatamente naquele momento. Fomos apresentados a Vantaughannock falls. Foram poucos minutos de contemplacao, ja que o frio nao nos permitia aproveitar mais o exterior da van.

Chegamos a Ithaca, NY, nos hospedamos e depois cada um pode escolher a propria alimentacao. No geral todas as nossas refeicoes sao feitas em grupo devido ao tempo contado e a dificuldade de locomocao (frio e neve). Porem, desta vez era ate possivel escolher verduras e suco natural no mercado!


09 de Fevereiro - Esse prometia ser um dia intenso, pois haveria masterclass e concerto com pouco tempo entre eles. No ar, a expectativa: esse seria o dia que conheceriamos o grande percussionista e compositor Gordon Stout, do qual tocamos muitas peças para marimba e temos como referencia de marimbista.
Muito legal para gente que os nomes nos livros, metodos e lendas se tornam pessoas nessa turne, humanos simpaticos, calmos, humildes e estudiosos. Fomos muito bem recebidos pelo Stout e os seus alunos foram muito soliscitos conosco.
O masterclass transcorreu muito bem e o publico balançou com os ritmos brasileiros, afinal, nao da pra ficar parado! Como estamos no final da turne, o grupo esta cansado e sempre parece que vamos tocar sem energia. As passagens de som nao sao empolgadas, ainda que muito bem feitas
para relembrar as musicas e, principalmente, conhecer a acustica do teatro. Porem, quando chega a hora, subimos no palco e encontramos forcas uns nos outros.
Os masterclasses e concertos parecem novos, cheio de animos. Sempre como se fosse o
primeiro!

Apos o masterclass, fomos ao R.U. com grande parte dos alunos e com o proprio Stout. O sistema eh o mesmo de Keene, qual seja, paga-se um preço unico e tem-se acesso a uma grande praça com muitas opçoes.
Os alunos se mostraram curiosos para saber como nossa faculdade funcionava, nossas impressoes dos EUA e da cultura brasileira. Por outro lado, nos estavamos interessados em saber como funcionava a University of Ithaca, como era a estrutura e, principalmente, a historia de Gordon Stout.
Ele acompanhou o processo do florecimento da percussao de perto, como percussionista e compositor, em ambos os casos sendo importante pra ampliaçao e difusao do repertorio percussivo, expansao da tecnica na marimba (que se deu da metade do
seculo XX pra frente) e interprete.

O concerto foi em um teatro enorme, com lugar para 800 pessoas. O publico nos recebeu muito bem e varias pessoas vieram nos cumprimentar apos a apresentacao.
No meio da desmontagem, Stout apareceu com um quarteto de baquetas de marimba e disse que queria tocar choro conosco!! Logo as pessoas pegaram os instrumentos e os dois choros foram acompanhados. Que honra tocar com ele!
Apos a desmontagem ele ainda nos disse belas palavras. Sobre o concerto, ele tinha duas coisas a falar: a primeira era que todos os nossos sons eram bonitos e bem tocados. Sons de qualidade em todos os instrumentos, o que significa dizer que a tecnica dos integrantes do grupo eh de otima qualidade. A segunda eh que era bom ver musicos tocando em grupo desse jeito, conectados em musica de camara e apaixonados pela musica que fazem.

Fomos dormir muito preocupados, pois os jornais de NY previam uma tempestade de neve muito forte o dia seguinte inteiro. Diziam que deveriamos estocar comida e agua e somente viajar em caso de emergencia.
10 de Fevereiro - De fato, nevou a noite e o dia seguinte inteiro, mas nao nas proporçoes cataclismicas que preveram os noticiarios. Quando saimos, a neve caia regularmente e isso somente nos afetou porque tivemos que dirigir mais devagar, por segurança.
Chegamos em Stony Brook, Nova Iorque, sem maiores problemas e no fim da tarde a neve de fato aumentou e caiu intensamente. Parou bem a tempo de jantarmos, por mais que tenha deixado as ruas escorregadias.

O jantar foi delicioso: fomos com o professor da State University of New York - Stony Brook, Eduardo Leandro, os alunos Rafael e Piero (todos ex-PIAPs) e a namorada do Piero comer em uma lanchonete. Nos divertimos muito e demos muita risada, afinal, todos nos sentimos em casa, PIAPs!
Agora os percussionistas descansam, pois querem fazer um otimo concerto amanha. Todos tem
carinho por Edu Leandro, que eh um ser humano sem igual e tem o nosso respeito, por estar entre os grandes percussionistas do mundo e ter vindo do mesmo lugar que nos.
[como sempre, pedimos desculpas pelos acentos, cedilhas e tils que estao faltando. As vezes temos problemas com os teclados daqui!]

Trechos tocantes.

Greg Beyer deu autorizacao para que gravassemos seu depoimento a respeito do nosso concerto, no jantar de confraternizacao com os alunos de Northern Illinois University. O video ja esta no Youtube ha algum tempo, mas certos trechos sao tao fortes que merecem um espaco aqui no blog tambem:

"Foi obvio que voces passaram horas e horas e horas e horas praticando essa musica, decorando essa musica... O fato simples que voces decoraram o programa inteiro foi incrivel, eu fiquei sem palavras. "

"(...) eu fiquei cheio de emocao positiva e energia positiva porque é isso, exatamente esse tipo de trabalho que eu quero fazer com os meus alunos tambem(...)"

"uma programa inteiro decorado e tocado com o espitiro e a sensibilidade e o pulso, o ritmo e a sensibilidade com o ritmo que voces tem, e a ligacao as conexoes entre: a musica da rua, a musica pura brasileira, folclorica, o samba, a capoeira, tudo isso que vcs mostraram hoje, o maracatu, e tudo isso com a musica contemporanea. Voces trouxeram essa energia da rua (...) introduziram essa energia dentro do meio da musica contemporanea, isso eh especial!"

"eu tenho uma opiniao bem forte que é esse tipo de trabalho que pode cambiar o mundo (cambiar nao somente musicalmente) mas pode cambiar o mundo pelo espirito de mostrar, pela possibilidade de mostrar o que exatamente o ser humano pode fazer com a vida: contruir, criar arte com esse espirito, com essa energia ligada com o mundo inteiro. Isso é raro, o que voces fizeram é raro e eu digo simplesmente muito obrigado por essa visita! Os meus alunos, a vida de todos eles tambem mudou por essa experiencia, por este intercambio com voces. Obrigado gente!"

é esse tipo de animo que temos encontrado por aqui. Muita gente nessa viagem tem agradecido a nossa presenca e alguns ate ja disseram que nos os fizemos entender porque^ estudam percussao. Mas a verdade é que eles tambem tem mudado a nossa vida.
Nessa terra em que o acesso a bons concertos e cultura musical sao tao presentes, eh - no minimo - uma honra receber tamanho elogio. Sao igualmente valiosos os elogios vindos dos que nunca ouviram esse tipo de musica e dos que vem todo tipo regularmente, o fato eh que nao imaginavamos que conseguiriamos tocar ambos os publicos e com tanta profundidade. Tem sido uma experiencia magica para todos nos.

New York Updates!

Urgente, Urgente!

Transmitindo direto para Brasil de Stony Brook, NY, informamos que as previsoes de neve foram exageradas e que a realidade eh muito mais leves do que o informado!

Viajamos bem e chegamos sem problemas. Pais, maes e esposas podem ficar tranquilos!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Traducao memoravel!

Estivemos em Michigan faz tempo. Um dia depois de sairmos de la, Michael Udow mandou um e-mail lindissimo... Havia tanto dito ali, tantos significados condensados nas palavras dele que demoramos uma semana para traduzir! (isso inclui os 3 bloggeiros, o John e o Ronan, que fala frances)

O original em ingles:

Dear John & Groupo de Percussao do Instituto de Artes da UNESP members ~
I so appreciated the quality of the music, the quality of the organization of the program, the quality of the performers - both in terms of their musicianship and also their joyous individual personalities that contributed to a group whole such that the old, but tried and true adage of: "the whole is greater than the sum of the parts", played out beautifully on stage in compelling and often magical ways. Bravo to you and the percussionists.

The master class was equally fulfilling and instructive in the very best sense of what can happen through cultural dialogue. Not only do all the members of the ensemble move beautifully while performing, but I hope that you could tell that both in the clinic and in the concert, you, moved us, the audience in meaningful ways articulating the value of the arts in society such that the soul of our beings were elevated to a point where one can sense that there is true "raison d'etre".

I would be remiss in not offering my personal and sincere thanks to the President of your University for having the vision and imagination to let Americans know about what is obviously a jewel within your university, São Paulo and Brazil. All best wishes for the remainder of your extensive concert tour in the United States and I send along warm greetings to you and all group members in time for your return trip home to CARNIVAL~!!!! :-)

Cheers to each of you~!

Michael (Udow) ~ University of Michigan

E nossa traducao:

Queridos John e membros do Grupo de Percussao do Instituto de Artes da UNESP

– Eu apreciei tanto a qualidade da musica, a qualidade da organizacao do programa , a qualidade dos executantes – tanto em termos da musicalidade deles, quanto pelas suas joviais personalidades individuais que contribuiram para o grupo como um todo, tornando mais verdadeira a antiga frase: ‘o todo è maior do que as somas das partes’.
Tocaram belamente no palco, de maneira convincente e frequentemente magica.
Bravo a voce e aos percussionistas.


O masterclass foi igualmente enriquecedor e instrutivo, no mehor sentido das situacoes do que pode ocorrer em um dialogo cultural. Nao somente todos os membros do grupo se movem lindamente enquento tocam, mas eu espero que voce possa dizer a todos que tanto no masterclass, como no concerto, voces nos tocaram (a nos, o publico) de maneira significativa, articulando o valor das artes na sociedade de forma que a alma dos nossos seres foi elevada a um ponto que se pode verdadeiramente sertir que existe uma ‘real razao de ser/existir’.

Eu seria omisso de nao oferecer meu pessoal e sincero agradecimento ao reitor da sua universidade, por ter a visao e a imaginacao de permitir aos americanos saber sobre o que eh obviamente uma joia dentro de sua universidade, Sao Paulo e Brasil. Desejo-lhes tudo de bom pelo resto da extensa turne de concertos nos EUA e eu mando junto saudacoes calorosas a voce e a todos do grupo a tempo de voces retornarem para o CARNAVAL!!! : - )

Felicitacoes a cada um de voce!

Michael (Udow) – University of Michigan

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sinal de vida!

Em tempo de informar: Todos do Grupo estao bem e, apesar das chuvas, nevascas e baixas temperaturas informadas pelos noticiarios, tudo esta correndo completamente bem na nossa turne. Nossa viagem de 12 horas hoje, rumo a Buffalo - NY foi segura e tranquila.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Depoimentos emocionantes.

Chegamos em Urbana no dia 31 de janeiro e fomos direto para o teatro montar o concerto. Foi muito cansativo, pois não tivemos nenhum momento livre.

A montagem foi feita rapidamente, com uma breve passagem de som para nos adaptarmos ao teatro, que merece uma descrição: esta sala aparentava ser antiga, as paredes eram de uma madeira escura, os acentos possuiam a mesma madeira e um estofado vinho contrastando muito bem com as paredes e estão dispostos da seguinte maneira: três seções em frente ao palco, uma ao centro e duas laterais e mais um mezzanino, que foi onde a maior parte do público estava durante o concerto.

Após toda a preparação de palco voltamos ao hotel, apenas para uma troca de roupas e uma pequena concentração. De volta à sala de concerto e tudo pronto para mais um show. Infelizmente logo no fim da primeira música sentimos um público muito frio e pouco receptivo, isso nos deixou abalados. Ainda assim tinhamos todo o concerto pela frente e ninguém queria deixar toda a energia se perder por isso. Nos apoiamos uns nos outros e fizemos um bom concerto, apesar do clima árido causado pela platéia. Logo depois do concerto recebemos um CD com a gravação do mesmo.

No dia seguinte, 1 de fevereiro, bem cedo saimos da cidade e fomos em direção a La Grange, para conhecer a Musser Factory (Fabricantes de marimbas, vibrafones, campanas). Nossa primeira surpresa foi ver a bandeira brasileira asteada junto com a americana na porta da fábrica. O grupo todo foi tomado de emoção ao ver este pequeno gesto que nos mostrou uma grande consideração pela visita. Dentro do prédio a visita começou com uma explicação sobre a Rosewood, madeira utilizada para fabricação das teclas, que chega a ficar até dez anos estocada para envelhecer. Esse tempo é necessário devido a mudanças na estrutura da madeira causando mudança na afinação.


O próximo passo foi ver a construção dos tubos ressonadores. Mais uma surpresa: o encarregado da seção colocou um cartaz em português dizendo: "Boa vinda ao departamento dos ressonadores". Lá presenciamos como são "afinados" os tubos e mais a frente vimos como eles são cortados. Passando para a próxima parte, vimos a fabricação das teclas de vibrafone e marimba/xilofone, que são de alumínio e de kelon respectivamente. O Kelon é um material substituto da madeira feito com fibra de vidro, esse material foi desenvolvido na tentativa de salvar a Rosewood que está entrando em extinção.

O próximo departamento era a afinação das teclas de madeira. Um cidadão usa um aparelho medidor de frequências para a primeira afinação da tecla, em seguida ele faz um corte na madeira para depois afinar mais precisamente os harmônicos, existentes em diferentes partes da barra. Todos nós fomos presenteados com refugos de teclas, ou seja as sobras da madeira!! Nosso guia também explicou sobre o Paduk, uma outra madeira com qualidade inferior ao Rosewood usada na fabricação de marimbas e xilos mais baratos, geralmente modelos para estudantes. Os instrumentos feitos com essa madeira não entram na sala que visitamos
logo em seguida. Esta sala era para a classificação das teclas: cada tecla de madeira tem uma particularidade, e elas devem ser escolhidas de forma uniforme para que o instrumento não possua diferenças timbrísticas entre as teclas.


Seguindo pela fábrica, vimos o vibrafone comemorativo modelo Lionel Hampton: muito bonito, uma estrutura maravilhosa e um som incrível e incomparável. Já a próxima sala era exclusivamente para afinação das campanas, que merecem uma explicação sobre o treinamento dos profissionais: o curso é muito extenso, dura por volta de quatro anos e depois de todo o treinamento o cidadão pode simplesmente receber a notícia de que não pode fazer esse trabalho, tamanha a destreza auditiva necessaria para o trabalho ! E assim terminou nossa passagem pela Musser, foi muito bom acompanhar como os instrumentos que tocamos são feitos, além de vermos tamanha dedicação de todos os funcionários da fábrica. Um fato interessante é que a fabrica nao possui departamento de inspeção de qualidade, cada trabalhador é responsavel por sua propria qualidade.


Chegamos em DeKalb, Illionis, animados da visita na Musser e do tratamento la recebido. Por outro lado, eh a universidade onde Greg Beyer da aula e nos mal podiamos esperar para conhece-lo e tocar pra ele. Como sempre, chegamos no hotel e deixamos tudo. Direto para o teatro, ficamos impressionados com a beleza e o tamanho dele. Fomos surpreendidos com o fato
de que tocariamos e seriamos transmitidos ao vivo pela internet. A ida e a montagem no teatro foi pipocada por ligacoes dos integrantes para os familiares no Brasil. Rapida parada no hotel para a troca de roupas e ja estavamos prontos para o concerto. Greg foi um anfitriao incrivel e o
publico nos recebeu bem. Nossos coracoes estavam quentes e contentes por tocarmos para nosso parentes (as saudades aqui sao bem grandes). Depois da conversa em palco/desmontagem do concerto, fomos todos para a sala de percussao para a ja tradicional, quase obrigatoria, "Pizza com a galera da Faculdade"! Mas a surpresa que tivemos foi de apertar o coracao: Greg
colocou como musica ambiente samba tradicional e Djavan!! Ah, saudades da patria... A troca com os alunos eh sempre especial e no final, uma surpresa: a aluna do terceiro ano de bacharelado Clarisse (brasileira) organizou um grupo de World Music que tocou samba pra gente! Muito legal, com direito a Greg empolgadissimo dancando e tocando cuica e altas convencoes de bateria de escola de samba. So falta os gringos aprenderem o balanco brasileiro.


Na manha do dia 02 de janeiro nos preparamos a masterclass de maneira diferente. Tinhamos, por sorte, alfaia, zabumba e surdos emprestados e so precisavamos afina-los para poder usar. Foi uma sensacao otima poder tocar a masterclass com instrumentos autenticos dos ritmos. Poucos sabem, mas tivemos que fazer muitas concessoes relacionadas a instrumentacao dos ritmos regionais, pois nao tinhamos possibilidade de carregar tantos tambores enormes e nem era seguro confiar no manuseio dos carregadores da TAM.

Nesta masterclass tivemos mais um detalhe de muita importancia: Greg Beyer, um percussionista renomado por tocar Berimbau pelo mundo todo, participou da nossa roda de capoeira e do samba. Foi realmente muito especial! Nos estavamos ansiosos para ve-lo tocando berimbau e foi, de fato, maravilhoso.

Foi divertido, depois da masterclass, fazer uma roda de maracatu com os alunos de percussao interessados. Video aqui!

Naquela tarde viajamos algumas horas a caminho de Chicago. Sim, nao estava nos planos ir para Chicago porem ha alguns dias John conseguiu agendar uma visita ao galpao da Degan. O que eh a Degan? Bom, ha mais ou menos 70 anos era uma fabrica que produzia otimos instrumentos. Entretanto, era uma fabrica pequena que produzia instrumentos com qualidade demais. Eh uma pratica comercial comum grandes fabricantes comprarem pequenos fabricantes, ja que eh mais dificil para uma empresa pequena sobreviver com a concorrencia. Foi isso que aconteceu: Truste. Agora o galpao serve de museu e la nos vimos muitos instrumentos, fotos e publicacoes interessantissimas.

Viajamos de volta para Dekalb e fomos jantar com os alunos de percussao da Northern Illinois University, que num ato de extrema simpatia quiseram jantar conosco no restaurante em frente ao hotel, pois sabiam que teriamos que acordar cedo na manha seguinte. No jantar presenciamos uma declaracao linda de Greg Beyer, a respeito do concerto, e a opiniao dos estudantes que jantaram conosco tambem foi muito tocante. Quanto mais conversamos com as pessoas que assistiram ao nosso concerto, mais entusiasmados ficamos sobre nossa responsabilidade enquanto percussionistas, musicos, artistas e brasileiros. Eh uma sensacao unica a de tocar as pessoas com os frutos dos proprios esforcos. O proprio John Boudler disse, no inicio da viagem, que o trabalho arduo dele nesse ano inteiro estava pago no momento que ele viu a expressao de euforia e deslumbramento presente no rosto de todos do Grupo. Clique aqui para ver o depoimento emocionante de Greg Beyer.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PIAP ao vivo pela internet.


Concerto hoje (Dekalb, Illinois) as 20 hs (24 hs no BRASIL)

Acompanhe ao vivo!!
Veja so que surpresa boa tambem, abaixo alguns links de divulgacao do Grupo nos sites das Universidades e dos Periodicos das cidades visitadas:

Toronto

Indiana

Buffalo

Kentucky

E tem mais! Estamos presentes no Universia, numa materia dinamica e bem humorada sobre o blog -para ver clique aqui - e na lista de videos do site tem alguns dos nossos passeios - para ver clique aqui.

E nao eh soh isso!! No youtube ja eh possivel acompanhar:

Em Buffalo,NY, ouvindo Jazz e comendo asinhas de frango.

Assista aqui!

Conhecendo um teatro fantastico da Eastman School of Music.

Assista aqui!

Visitando Marblehead, uma cidadezinha linda que o John nos levou.

Assista aqui!

Em Keene, logo depois do concerto, arrumando os instrumentos na nossa van.

Assista aqui!

Visita monitorada ao Hall da Sinfonica de Boston.

Assista aqui!

Arrumando os intrumentos na van dpois do concerto em Urbana, Illinois.

Assista aqui!

Na espera de Pierre Boulez, no dia que assistimos a Sinfonica de Chicago.

Assista aqui!

Todo mundo passando muito frio do lado das cataratas do Niagara(toda a nevoa no fundo do video eh agua!).

Assista aqui!

Se acompanhar o concerto ao Vivo e assistir a todos esses videos nao ajudar a matar a saudade, espero que seja pelo menos suficiente para dar algumas risadas.